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Má que jête?

Este mundo tá passado dos carretos ´moss!

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23
Jan17

Uma história da vida real

Susana

Esta história é igual a tantas outras a que já nos habituou este mundo, uma história que vemos repetir todos os dias nas noticias e que infelizmente raramente tem um final feliz.

Conheço a Ana de vista mas conheço-a desde sempre, a Ana vem de uma família muito carenciada, nunca teve acompanhamento na infância e a escola foi deixada para trás assim que pode.

A Ana andou sempre à deriva e na adolescência rodeou-se de gente duvidosa que lhe dava falsa amizade e falsa alegria, engravidou e continuou com a sua vida sempre rodeada de pobreza, perdeu todos os dentes que tinha e a juventude dos vinte e poucos anos começou a envelhecer.

Um dia Ana conheceu um homem com quem foi viver, o homem muito mais velho, coveiro cá na terra muito trabalhador era o que Ana precisava para ter pela primeira vez uma família, uma casa decente, um pai para o filho, uma tentativa para a verdadeira felicidade completada com a chegada do primeiro filho em comum.

Tudo parecia estar finalmente no caminho certo, deixei de ver Ana na má vida, passei a passar por ela e ver um sorriso bonito, tinha finalmente arranjado os dentes e parecia novamente ter os vinte e poucos anos, o seu bebé é uma criança linda e bem disposta, sempre bem vestido e tratado como o Menino Jesus.

Depois deixei de ver a Ana, não liguei e o tempo passou até que um dia calhou em conversa no restaurante do meu pai, as pessoas falavam da Ana e contavam que tinha fugido, estava explicado a sua ausência a Ana era vitima de violência doméstica, levava pancada do marido, muita pancada e fiquei surpresa por saber que era já a segunda vez que a Ana e o bebé eram levados para parte incerta pelo apoio à vítima (APAV), pois é a Ana volta sempre.

O que leva uma mulher a voltar para um homem que lhe bate, que perde a cabeça à mínima coisa? Será o desamparo? a dependência monetária? No caso da Ana é possível que seja um pouco de tudo, não tem ninguém, não tem casa nem emprego e ainda é uma criança que como tantas outras acredita no homem quando ele vem a chorar desesperado a jurar que vai mudar, que tudo vai ser diferente.

Vi a Ana ontem, não sabia que já tinha voltado, estava com ele e tinha o tal sorriso, estavam os três às compras como um casal feliz e normal, a Ana vive numa ilusão que lhe pode sair cara, é só chegar o tal momento, o momento que ele perde a cabeça e tudo volta ao mesmo e podem não ser só nódoas negras e lágrimas, todos nós sabemos como têm acabado histórias iguais a esta.

Ninguém a pode obrigar a ir embora para sempre, nem fazer com acredite que o melhor para ela e os filhos é começar uma vida nova longe dele, o medo das consequências é sempre maior e a ilusão também...

 

11
Mar15

Mais uma vítima

Susana

Mais uma pessoa a perder a vida no terror da violência domestica desta vez no meu Algarve, um ex agente da autoridade está neste momento em fuga suspeito de homicídio ao que parece na zona de Faro, mais uma vida ceifada.

Estamos ainda no inicio do ano e todos os dia vemos crescer este numero, a continuar assim não sei onde vamos parar, algo ai ter que mudar!

 

17
Jun13

Nigella, uma entre milhares

Susana

Costumo ver os programas dela, acho interessante a maneira descontraída como nos ensina receitas simples e diferentes, é uma mulher bonita, sexy que deve pôr muitos homens interessados em culinária.

Nigella é apenas mais uma vítima, vi a imagem que circula o mundo, o marido a apertar-lhe o pescoço à porta do restaurante, dá que pensar em quantas mulheres passam pelo mesmo sem que ninguém saiba de nada, ninguém desconfie, tantos casais que fora de casa parecem felizes e que dentro vivem o inferno.

O medo e a vergonha falam sempre mais alto, elas ou eles dão sempre mais uma e outra oportunidade na esperança que alguma coisa mude, mas isso é muitas vezes uma ilusão com um final por vezes trágico.

Como se pode ajudar essas pessoas? Tem que existir um sistema que as proteja porque depois da coragem para fazer a queixa chega o medo da vingança e nós temos visto tantas capas de jornais, tantas tragédias e são essas tragédias que assustam muitos que querem fugir a uma vida de violência, alguma coisa tem que mudar.

A violência doméstica não escolhe idade ou género, não escolhe status social, é igual para toda a gente.

 

 

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