E se eu pegasse numa metralhadora?
Com tantas notícias a invadir a nossa mente, tantas imagens e vídeos que trouxeram lágrimas aos meus olhos é impossível não nos imaginarmos no lugar daquele povo, os ucranianos.
Nestes ultimos dias sinto-me sensível, que tudo me faz chorar, quero falar da Ucrânia, uma conversa normal e imediatamente sou atacada pelas imagens de famílias a tentar fugir, famílias a serem separadas porque o pai tem que ficar a lutar mas quer a família a salvo e por isso despedem-se nas fronteiras derramando lágrimas de dor sem saber quando se vão reencontrar.
Eu aqui no meu canto não consigo segurar as lágrimas e penso, e se fosse eu?
Tenho visto mulheres carregando suas armas, orgulhosamente gritanto ao mundo que estão ali para defender o seu pais mesmo que se isso lhes custe a vida. Aqui em Portugal sei de ucranianas que já disseram o mesmo, que se lá estivessem que não pensariam duas vezes, pegavam nas armas e lutariamate ao fim.
Este povo tem provado que tem uma força enorme e que estão dispostos a tudo para defender o que é deles por direito.
Resta saber se o resto do mundo consegue ter a mesma força, deixar-se de burocracias e medos, avançar todos juntos contra aquele louco Putin que pensa que pensa que pode tudo.
Agora a pergunta que fiz no título deste post... Que faria eu?
Não tenho filhos mas tenho sobrinhas, uma de dez e outra quase com dois anos que são tudo para mim. Tenho uma família unida e feliz, uma irmã que amo muito um pai a ficar velho com problemas de saúde que precisa cada vez mais de nós e uma namorada com quero passar a minha vida.
E tudo isso que acabei de dizer é quase de certeza a realidade de muitas familias por todo o mundo incluindo claro Ucrânia.
Dito isto que faria eu?
Sim ficaria no meu país, sim pegava numa arma e lutaria, pelo meu país, pelo futuro das minhas sobrinhas.
Lutaria até ao fim porque o mundo não pode ter loucos a exterminar povos e tirar o que é deles, porque a liberdade é um direito de todos, porque a paz é um direito de todos.
Sim pela minha família, pelo meu amor eu faria o mesmo que muitas mulheres estão a fazer na Ucrânia mesmo que isso lhes vá custar a vida.
Neste momento sentimos nos impotentes, no meu caso escrevo, meus dedos fervem, seja aqui no meu teclado ou de dedos colados na minha caneta não irei parar...
Todo o pouco se torna muito quando a alma e o coração não desistem de ter esperança.
Força Ucrânia juntos iremos vencer!

Anastasia Lenna miss Ucrânia



