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Má que jête?

Este mundo tá passado dos carretos ´moss!

Má que jête?

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27
Abr15

Ando apagada

Susana

Tão apagada que mete raiva, tão apagada que dá vontade de me esbofetear, não tenho escrito nada de jeito, nem desenhado e muito menos pintado, a minha veia criativa anda seca e apagada.

A verdade é que o molho de preocupações das últimas semanas me tirou o ânimo e me apagou, raios partam é que estou mesmo farta deste apagamento que hoje decidi manda-lo à fava (até porque estamos na época delas) e voilà cá estou eu pronta para a luta que uma algarvia de jeito não desiste.

Desempregada há um ano, sem receber um centavo daquilo que a querida entidade empregadora me deve e com o prazo para que esse pagamento seja feito a acabar os nervos ficam assanhados, tenho corrido entre tribunal, advogado seguranças sociais e afins e diga-se de passagem que a minha esperança é assim "pró" muito pequenina.

Injusto dar tanto de nós, 9 anos mais precisamente, literalmente fomos duas a segurar as pontas daquele sítio, lutamos e aguentamos tanto e depois "toma e embrulha pra aprenderes".

Enfim estou a aguardar o desenrolar da coisa, ou o desfecho que estou fartinha, tão fartinha que só quero virar a página e começar de novo...respira fundo Susana, respira...

04
Jun14

Moi desempregada, o que mudou

Susana

É verdade, estou oficialmente desempregada e estou oficialmente consciente disso, as mudanças que isso trouxe? Depende do ponto de vista, comecemos pelas boas claro.

  • Estou junto da minha família.
  • Ajudo o meu pai.
  • Ajudo minha mana sempre que posso, ela é um grande pilar que me tem dado muita força.
  • Posso ver a minha sobrinha TODOS os dias, se bem que a minha mana deve estar quase a mandar-me para longe porque eu estrago a miúda com mimos eheheh.
  • Estou de volta ao Algarve e ao seu maravilhoso clima.
  • Estou na minha casa.

Estou certa que existem mais pontos positivos mas agora não me lembro passemos aos outros.

  • Há mais de um mês que não vejo a cara metade.
  • Para quem fez vida em Lisboa durante 11 anos não é fácil voltar à minha terrinha.
  • Em Lisboa ninguém me conhece, adoro isso, aqui não há uma alminha que não saiba quem sou.
  • Nas terras pequenas toda a gente comenta a vida de toda a gente, odeio isso.
  • Em Lisboa tenho tudo a um passo, aqui para tudo tenho que ir de carro.
  • Saudades da minha colega, grandes momentos passamos juntas, grande amizade que ficou.

Estes são apenas alguns pontos, a verdade é que ainda ando atordoada com tudo isto,  o problema de saúde do meu pai fez com que tudo entrasse em modo pause e ainda nem a mudança da minhas coisas de Lisboa para o Algarve fiz (a sorte é que tenho uma senhoria muito fixe e paciente) está lá tudo tal e qual, intocável.

Tempo é coisa que tenho tido muito pouco, ao contrário do cansaço que é mais que muito, só agora vou respirando mais um pouco e nem a web tem tido muito da minha atenção e como tal o blog ficou com umas teias de aranha coisa que pretendo alterar.

Estar desempregada é algo novo e estranho para mim, nunca conheci tal coisa mas como se diz uma porta que se fecha outra que se abre, agora é bola para a frente e "mai" nada.

18
Abr14

O principio do fim #2

Susana

 

Não vou negar porque quem me conhece sabe que ando com a cabeça a mil, as últimas semanas não têm sido fáceis, ando feita num oito a tentar disfarçar mas o certo é que não sou nada boa a esconder sentimentos, enfim adiante.

Sabem o que sentirmos-nos puxados ora para a esquerda ora para a direita (nada relacionado com politica) e ficarmos ainda mais confusos, eu estou assim, à minha volta andam todos em "pânico" com medo que a minha pessoa assim que fique desempregada se entregue à apatia, perca o interesse nas coisas e se deixe ficar sem nada fazer entregue à depressão e afins.

Estou confusa e preciso de tempo para pôr as ideias no sítio mas tenho vontade de aprender, de escolher um curso, de estudar, tenho vontade de fazer as coisas que gosto, de aproveitar a vida, tenho vontade e sei que vou encontrar força, no meio desta tempestade algo de bom vai surgir.

That's all folks...

25
Mar14

O principio do fim

Susana

Talvez já muitas vezes tenha pensado nisso, muitas vezes desejei trilhar diferentes caminhos, diferentes futuros e talvez em todas essas vezes a coragem me tenha faltado, o medo tenha levado a melhor.

Nunca gostei de mudanças, sempre fugi, fugi e as escondi dentro de um baú interior fechado a sete chaves dentro de mim, tão fechado que chegou a prejudicar-me, um prejudicar consciente sempre com a minha permissão.

As mudanças causam-me angústia, uma angústia talvez causada por uma dor passada, tão intensa que me paralisa até hoje, não é desculpa pois não mas a verdade é que cá dentro o passado ainda condiciona o meu presente, o meu futuro, por isso deixo-me ficar, por isso deixo passar o tempo como quem deixa passar areia por entre os dedos.

Tudo me foge, até eu fujo de mim, de agir, de andar para a frente, de decidir e de arriscar, fujo com medo do medo, com medo do futuro, fecho os olhos à luz e deixo-me viver no escuro e há tantos anos que nele vivo...

Esta angústia mata e apesar de muitos pensarem que basta pensar positivo, que basta ter força de vontade que tudo se resolve a realidade é bem mais dura que isso, é preciso ajuda, são precisas palavras...são precisos abraços...

Mudar pode ser bom sim senhor (repito isto a mim imensas vezes) mas e chegar lá?! os nó dos dedos chegam a ficar roxos da força que faço sem dar por isso tentando contrariar o medo, é difícil, tão difícil.

Hoje uma mudança chegou, uma da qual não vou poder fugir, uma mudança daquelas grandes, daquelas que me faz hiperventilar de ansiedade, hoje iniciou-se o fim de algo que já dura há uns dez anos e apesar de eu saber que não ia durar para sempre lá no fundo não estava preparada, lá no fundo tinha esperança que fosse diferente, que a raiz não fosse arrancada de forma tão triste.

O meu vinculo com o sitio onde trabalho é profundo, a história é longa e dela nasceu muito de bom e também mau, dei muito de mim, dei mais que muita gente dá nos seus empregos porque também dei a minha amizade, porque me entreguei e deixei que aquele sítio se tornasse parte de mim, deixei que se entranhasse em mim ficando fechado no tal baú, instalei-me, acomodei-me mas mais importante de tudo apaixonei-me pela minha profissão e ali pude crescer muito mais do que pensei algum dia crescer.

O contacto com as pessoas, doentes, o facto deles se entregarem às nossas mãos para os tratarmos é algo indescritível, as amizades que se constroem, o sentimento de dever cumprido é maravilhoso, ver alguém dizer que está melhor graças a nós faz tudo valer a pena.

Talvez no meio de tudo isto aquilo que me vai doer mais é deixar de partilhar as oito horas diárias com a pessoa com quem trabalho, a minha colega é muito mais que isso é também minha família, é também parte de mim, alguém com quem posso contar, uma amizade que cresceu ao ponto de bastar um olhar para uma saber o que pensa a outra. Tudo nela me vai fazer falta as nossas brincadeiras, as piadas parvas que no meio das crises sempre nos faziam rir, vou sentir muita falta dela me dar na cabeça por causa de asneiras que muitas vezes faço, vou sentir muita falta das nossas conversas...vou sentir muita falta dela.

Hoje precisava de escrever este texto pois esta mudança vai mudar tudo e vai fazer com que volte às minhas origens, vou ficar mais perto de quem amo muito, também mais longe de alguém que também amo muito mas apesar da a distância aumentar vamos lutar para nada mudar.

Já me alonguei demais hoje...acredito (forço-me a acreditar) que esta mudança será pelo melhor, vai-me fazer crescer novamente...

 

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