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Má que jête?

Este mundo tá passado dos carretos ´moss!

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23
Mai18

Eu na Cruz vermelha...quem diria...

Susana

Nunca me passou pela cabeça que hoje estaria dentro de uma ambulância como socorrista (como doente já a andei),foi algo que não estava no meu horizonte nem nos sonhos mais distantes.

A verdade é que dei de caras com este desafio assim por acaso e mandei-me de cabeça e pasmem-se cada vez gosto mais.

Mas vamos por partes, um dia vi na net (where else) que ia abrir o curso na Cruz vermelha para Tat ou seja Tripulante de ambulância de transporte, vai daí 5 minutos depois estava eu a telefonar, a pedir informações e... Fiquei logo inscrita sem saber muito bem ao que ia.

Meses depois com toda a burocracia resolvida (ou não estivéssemos em Portugal) começou o curso, e que curso, aulas até à meia-noite teóricas e práticas tudo assim intensivo que me deixou no início um pouco assustava, não estudava já há uns aninhos, adaptei-me e o "bichinho" por isto começou a crescer, a vontade de aprender acordou e veio cheia de força.

Conheci novas pessoas, fiz amizades (andava um pouco feita bicho do mato) e o sentimento de camaradagem é algo muito bonito de se ver e sentir.

Bem agora com o curso tirado já vou a meio do estágio com um grande vontade de ajudar quem mais precisa, faço turnos por vezes de 12 horas mas o cansaço não me derruba porque como se diz "quem corre por gosto não cansa".

Sou uma mulher da vários ofícios, empregada de balcão, massagista, marinheira e agora socorrista... Que mais me esperará? O futuro o dirá o importante é não parar.

 

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04
Jan18

Negativo e positivo

Susana

Cá estou eu fresca que nem uma alface pronta para 2018 e determinada a continuar tudo o que comecei na segunda metade de 2017.

O meu cérebro anda a borbulhar com tantas coisas que tenho vindo a descobrir e os livros são o meu principal vicio para matar esta curiosidade que me ataca todos os dias.

É incrível como nos dias que correm nos esquecemos de pensar em nós, de nos pôr em primeiro lugar, é chocante como nos esquecemos de ser felizes, isso mesmo, FELIZES. Deixamos-nos levar por uma corrente de negativismo tão forte que a certa altura nos vai afogar, para a maior parte das pessoas o dia começa logo com mau humor, o stress de sair de casa, do transito, o patrão que não suportam entre muitas outras coisas, esses pensamentos negativos são como uma bola de neve, quanto mais temos mais aparecem e chega-se ao ponto de nos esquecermos de ser felizes.

Não estou para aqui a pregar nada apenas quero ir falando aos poucos da minha experiência e de como o pensamento positivo pode de facto fazer milagres e é maravilhoso quando nos apercebemos disso e temos coragem para começar a mudar a nossa mente.

Pensem nisso.

 

07
Dez17

O renascer

Susana

E foi em Março a última vez que escrevi no blog, desde aí muitas coisas aconteceram e eu deixei de cá vir, quando se perde vontade de escrever algo está errado, pelo menos comigo.

Viver com depressão é viver numa luta constante contra nós próprios, é ter dias bons,dia maus e dias muito maus, é duvidar de tudo o que fazemos e viver numa ansiedade constante, sempre na dúvida e com a culpa  seguir-nos onde quer que vamos.

Finge-se muitas vezes sorrisos para não preocupar, vivemos em silêncio, fechados em nós próprios, na corda bamba até ao dia em que ou nos deixamos cair ou nos equilibramos, pedimos ajuda e ganhamos coragem para voltar a viver pois à nossa volta temos amor de todos e mesmo que não nos compreendam querem a nossa felicidade.

Eu bati no fundo e poucos sabem disso mas como muitos dizem por vezes é preciso bater no fundo para renascer e embora tenha ainda um longo caminho a percorrer estou de volta.

Comecei a procurar o meu caminho, a estudar o meu interior, comecei a ouvir mais, a esperar, a ter mais calma, aprendi a respirar, forcei-me a sorrir.

Procurei actividades novas e descobri o Yoga, a meditação, o reiki, as caminhadas pela natureza e a olhar com atenção o meu corpo, ser mais saudável, deixar maus hábitos e ao fazer tudo isso senti-me renascer, tudo parece novo, mais brilhante, mais leve.

Escrevo todos os dias no meu caderno e também isso serviu de terapia e me ajudou a decidir voltar ao meu blog, a escrever não só para mim mas para todos vocês (se me quiserem aturar e aceitar de volta claro).

Nada disto é fácil e preciso de manter o acompanhamento que tenho a nível médico, ainda piso um vidro frágil, tenho que andar com cuidado mas posso dizer que tem corrido bem e que os últimos meses foram bons, pequenas vitórias vivendo um dia de cada vez, aproveitar cada momento do presente.

E assim cá estou eu a renascer para uma nova fase de minha vida e ver onde este novo caminho me vai levar.

08
Mar17

8 de Março dia de João de Deus poeta da minha terra

Susana

Pois é pensavam que ia falar sobre o dia da mulher não é? Moças todos os dias são nossos, precisamos lá agora de dias marcados.

Venho mesmo é falar sobre João de Deus poeta lírico e pedagogo nascido no dia 8 de Março de 1830 na minha terra São Bartolomeu de Messines, o nome dele é visto muitas vezes em ruas, estátuas e nos tão conhecidos Jardins-escolas João de Deus espalhados um pouco por todo o nosso país mas será que as pessoas sabem a verdadeira importância que as suas obras tiveram (e continuam a ter)?

Teve uma vida académica atribulada em Coimbra demorando 9 anos a completar o curso de direito do qual não era nada fã, a sua veia de poeta não gostava de regras nem de leis e isso fez com que passasse maus bocados, conta-se até que para sobreviver quando vivia em Lisboa chegou a costurar para senhoras (facto não comprovado), foi redactor jornalístico e até deputado função que ao que parece detestava como mostra a seguinte frase...

 

Que diacho querem vocês que eu faça no Parlamento? Cantar? Recitar versos? Deve ser (…) gaiola que talvez sirva para dormir lá dentro a ouvir a música dos outros pássaros. Dormirei com certeza!.

 

 muito boa esta frase.

Casou, teve filhos, privou com outros grandes poetas da altura entre os quais Antero de Quental, era amante de grandes tertúlias em cafés e escreveu, escreveu muito produzindo verdadeiras obras primas sendo a que o imortalizou, a mais conhecida e ainda utilizada nos dias de hoje, a Cartilha Maternal.

Esta Cartilha escrita em 1876 tornou João de Deus num dos maiores pedagogos de Portugal e contribuiu para a alfabetização de muita gente, a sua utilização foi tornada obrigatória em todas as escolas do ensino primário em 1882 e a partir 1903 passou a ser facultativa.

Sem têm filhos em idade de aprender a ler vale a pena comprar uma Cartilha Maternal e vão ver que o método ainda se aplica aos nossos dias, se não têm filhos dêem uma vista de olhos pelos menos para ficar a conhecer.

Lembro-me de neste dias quando andava na primária não ter aulas porque era tradição as crianças levarem flores à estátua de João de Deus, hoje não vou levar flores mas vou ver a minha sobrinha que vai toda contente levar a flores e cantar o hino nacional, tem 4 aninhos e frequenta o Jardim-escola João de Deus pois claro.

Cá pela terrinha temos a casa museu João de Deus que vale a pena visitar para ficar a conhecer mais profundamente a sua historia, possui algumas obras originais que podem ser vistas.

João de Deus morreu em 1896 e está sepultado no Panteão Nacional mas a sua obra continua bem viva.

 

Fota tirada por mim ao quadro de João de Deus existente na casa-museu.

 

Uma velhinha Cartilha Maternal também em exposição na casa-museu.

 

E para finalizar duas frases ditas por dois grandes amigos deste poeta em sua homenagem inscritas na parede da casa-museu.

 

 

 

07
Mar17

Os dois lados do balcão

Susana

Quando somos clientes corremos muitos riscos, passamos por vezes por más experiências, somos mal atendidos, mal servidos, uns reclamam outros deixam passar e outros simplesmente riscam o sitio da sua lista e nunca lá voltam a pôr os pés.

Mas e então quando estamos do lado de dentro do balcão? Existe algum livro de reclamações destinado a clientes mal educados, arrogantes e que não se sabem comportar? Pois é, não é assim tão fácil, servir não é nada mas nada fácil.

Praticamente nasci atrás de um balcão, neste caso falo de um restaurante mas isto que falo aplica-se a qualquer serviço em que tenhamos que atender clientes como por exemplo a função que desempenhei durante 12 anos numa clínica de fisioterapia e onde tratei centenas de pacientes (a minha verdadeira profissão), serviços diferentes o mesmo objectivo, executar a nossa função e deixar o cliente satisfeito.

Aquela velha historia que o cliente tem sempre razão sempre me deu voltas ao estômago quando tenho que aturar certo tipo de clientes, o cliente não tem sempre razão! a verdade é que na maior parte das vezes nós temos que pôr o nosso melhor sorriso amarelo e engolir o sapo por maior que este seja.

Querem um exemplo? Na verdade tenho muitos mas aqui vai um.

Senhora senta-se na esplanada, vou atender e pede um café, vou buscar o café e quando chego à mesa entrega-me o dinheiro, volto para vir buscar o troco, regresso à mesa entrego o troco mas a senhora quer uma água ''com certeza'' digo eu e volto para vir buscar a água, pelo caminho penso que não me pagou logo e me vai fazer voltar à mesa mais vezes, o restaurante está cheio, é hora de almoço...bingo trago a água e faço mais viagens, acham que pediu desculpa? Que reparou no tempo que me estava a tomar? Nem pensar.

Mas isto não é o pior, o pior é quando nos olham de cima para baixo e tratam como seres inferiores destinados a servir os seus caprichos, por isso quando vou a qualquer sítio vejo sempre os dois lados do balcão e analiso tudo antes de reclamar ou elogiar, entendo perfeitamente os dois lados e tenho pena que outros não o façam.

Se já perdi a calma? Ui infelizmente sim mas foram poucas as vezes e em situações que atingiram um nível muito elevado de desrespeito pelo meu trabalho, tudo tem limites e a paciência por muito grande que seja também o tem.

Apesar de tudo gosto de deixar os clientes satisfeitos, aqueles clientes que têm um sorriso e um obrigado para oferecer, que reconhecem o nosso esforço e melhor ainda, que voltam à nossa casa e nos recomendam a amigos, isto compensa todas as más experiências 

Vou fazer uma versão portuguesa para o restaurante do meu pai 

(imagem tirada da net)

 

 

06
Mar17

A minha vénia

Susana

Sim faço uma grande vénia ao Salvador Sobral e à sua irmã Luísa pela magnifica letra que escreveu, à sua grande e merecida vitória e mordo a língua por ter dito que este festival da canção iria ser mais do mesmo sem imaginação, com grandes vozes mas sem nenhuma criatividade, em parte até foi mas o Salvador salvou os nossos ouvidos de mais um desastre.

Há muito tempo que uma música não me tocava tanto, que uma letra não me chegava ao coração e até já tinha perdido a esperança disso voltar a acontecer num festival da canção, felizmente a magia aconteceu e fiquei feliz, emocionei-me ao lembrar os anos distantes em que junto com a minha mãe e a minha irmã nos juntávamos frente à tv para devorar e vibrar com cada segundo do festival, '' mãe ias gostar de certeza desta música'' disse eu ontem para mim em pensamento.

A minha mãe não está connosco há muitos anos e apesar dos anos menos bons do festival da canção este sempre me transportou para os serões que passávamos juntas a analisar cada música, que saudades...

Agora o Salvador vai ser atirado aos ''tubarões'' na Eurovisão, mas aposto que vai tocar muitos corações e mostrar com orgulho que Portugal é um país de talento.

 

 

01
Mar17

O Carnaval já passou...finalmente!

Susana

As coisas vão agora regressar ao normal e ainda bem porque eu estou estafada, o meu Carnaval resumiu-se a desfile com a minha sobrinha vestida de carta (Alice no Pais das maravilhas) e essa foi a melhor coisa destes dias, o resto foi um desastre.

Consegui trancar-me na dispensa do restaurante, oh para mim a chamar pelo meu pai e a bater na porta num restaurante cheio de gente.

Consegui atingir uma amiga com uma daquelas coisas que disparam confetes e quase lhe partia os dentes (só mesmo eu) isto aconteceu enquanto assistíamos ao desfile de carnaval da minha terra, no meio de centenas de pessoas, felizmente ela está bem foi só o susto.

Por esta altura já me diziam para me fechar em casa e ficar sossegada para não fazer mais asneiras, mas nãoooo....tinha que acontecer mais qualquer coisa.

Ontem à noite foi o enterro do entrudo, um carro enorme com o dito defunto rodeado de viúvas aos gritos que vai percorrendo a vila de bar em bar e também restaurantes onde enchem os depósitos de cerveja até voltarem ao ponto de partida para a queima do morto.

Quando a multidão chegou ao restaurante do meu pai o sr Padre (falso tá claro) sobe para cima de uma cadeira na esplanada para fazer um discurso animado e pronto...a cadeira escorrega e o moço cai desamparado para trás, foram momentos de pânico em que ele se queixava de dores nas costas e peito.

Foi logo socorrido pelos bombeiros de serviço e acabou imobilizado a viajar no INEM para o hospital onde felizmente se soube que não tinha nada partido e vai apenas ficar com umas dores por uns dias.

No meio disto tudo enquanto observava todo o movimento/azafama/pânico/bebedeiras às duas e meia da manhã dei por mim a pensar ''mas porque raio não fechei eu o restaurante e fiquei em casa como me mandaram?''

Enfim já passou...yupi!!! Já posso respirar fundo que só para o ano há mais...

 

(imagem tirada da net)

 

24
Fev17

1ooo euros para dormir num saco de cama

Susana

Antes de ler esta noticia já estava a dar voltas à cabeça a pensar no sítio luxuoso onde deve estar depositado o saco de cama, imaginava eu uma suite num hotel 5 estrelas onde o dito saco de cama topo de gama repousa no mais extremo conforto. Mas isso é a minha imaginação que é muito fértil, a verdade sobre este saco de cama  resume-se apenas a isso, uma noite para duas pessoas num saco de cama num quarto duplo com casa de banho partilhada por exactamente 992 euros, e onde? No sítio mais sagrado de Portugal, Fátima...e quando? Nos dias da visita do Papa Francisco pois claro.

Fico chocada (já devia ter-me deixado disso) como se conseguem aproveitar da fé das pessoas para extorquir o máximo de lucro e mais como é que não há ninguém que fiscalize estes burlões.

Estes hotéis, residenciais e casas particulares têm preços incrivelmente inferiores na semana anterior à visita, do tipo 40 euros, 60 etc. e depois subiram-nos estupidamente desta maneira, quase que aposto que se dizem grandes Cristãos, que vão à missa e até se confessam, tão devotos coitadinhos 

Deixo aqui uma frase do próprio Papa Francisco que resume perfeitamente o que aqui acabei de escrever.

É melhor ser ateu do que um católico hipócrita

E vai mais longe dizendo que estas pessoas deviam admitir a sua verdadeira natureza e dizer:

A minha vida não é cristã, eu não pago aos meus funcionários salários adequados, eu exploro pessoas, eu faço negócios sujos, eu lavo dinheiro, [eu levo] uma vida dupla, defendeu.

 Está dito, este homem ninguém cala.

23
Fev17

Chove lama no Algarve

Susana

Pois...ontem cheguei de viagem e como o carro esteve uns dias parado e é preto resolvi ir lava-lo à noite antes vir para casa, hoje tinha uma consulta em Portimão logo de manhã e não ia com o corro imundo.

A Susana lavou o carrinho, a Susana poliu o carrinho, ficou um mimo...hoje de manhã saio de casa e...

O choque

O horror

O meu carro estava assim!!!!

Primeira coisa que pensei foi ''vou matar o gajo que acha que isto é uma partida de carnaval engraçada e obriga-lo a lavar o carro com a língua'', é que nem reconheci o raio do carro.

Depois olhei em volta e vi que tínhamos sito todos atacados por um São Pedro que se deve ter enganado nas manivelas do tempo, misturou areia com água e espalhou por todo o Algarve.

Tinha que lavar outra vez o carro antes de ir para Portimão e o relógio já estava contra mim (também), abri a carteira e não tinha moedas, corri ao restaurante, o meu pai veio ao carro entregar-me moedas ainda a divertir-se pela rica ideia que tive de lavar o bolinhas ontem e lá fui eu direita à lavagem de carros.

Bonito chego lá e aquilo parecia a ponte 25 de Abril em hora de ponta tal era a fila de carros à espera de serem lavados...e pronto desisti e fui mesmo assim com o carro que mais parecia saído do rali de Portugal.

Pela estrada vi que não havia um carro limpo e soube mais tarde que fomos atacados por uma nuvem de pó vinda de Marrocos que misturada com água deu nisto.

O mais engraçado (not) é que já consegui lavar o carro outra vez mas nas noticias avisaram que esta noite e amanhã a cena vai repetir-se (boa), ainda melhor é que tenho o iate branquinho, que a esta hora está castanho, para lavar amanhã, estou aos pulos de alegria 

 

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