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Má que jête?

Este mundo tá passado dos carretos ´moss!

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07
Mar17

Os dois lados do balcão

Susana

Quando somos clientes corremos muitos riscos, passamos por vezes por más experiências, somos mal atendidos, mal servidos, uns reclamam outros deixam passar e outros simplesmente riscam o sitio da sua lista e nunca lá voltam a pôr os pés.

Mas e então quando estamos do lado de dentro do balcão? Existe algum livro de reclamações destinado a clientes mal educados, arrogantes e que não se sabem comportar? Pois é, não é assim tão fácil, servir não é nada mas nada fácil.

Praticamente nasci atrás de um balcão, neste caso falo de um restaurante mas isto que falo aplica-se a qualquer serviço em que tenhamos que atender clientes como por exemplo a função que desempenhei durante 12 anos numa clínica de fisioterapia e onde tratei centenas de pacientes (a minha verdadeira profissão), serviços diferentes o mesmo objectivo, executar a nossa função e deixar o cliente satisfeito.

Aquela velha historia que o cliente tem sempre razão sempre me deu voltas ao estômago quando tenho que aturar certo tipo de clientes, o cliente não tem sempre razão! a verdade é que na maior parte das vezes nós temos que pôr o nosso melhor sorriso amarelo e engolir o sapo por maior que este seja.

Querem um exemplo? Na verdade tenho muitos mas aqui vai um.

Senhora senta-se na esplanada, vou atender e pede um café, vou buscar o café e quando chego à mesa entrega-me o dinheiro, volto para vir buscar o troco, regresso à mesa entrego o troco mas a senhora quer uma água ''com certeza'' digo eu e volto para vir buscar a água, pelo caminho penso que não me pagou logo e me vai fazer voltar à mesa mais vezes, o restaurante está cheio, é hora de almoço...bingo trago a água e faço mais viagens, acham que pediu desculpa? Que reparou no tempo que me estava a tomar? Nem pensar.

Mas isto não é o pior, o pior é quando nos olham de cima para baixo e tratam como seres inferiores destinados a servir os seus caprichos, por isso quando vou a qualquer sítio vejo sempre os dois lados do balcão e analiso tudo antes de reclamar ou elogiar, entendo perfeitamente os dois lados e tenho pena que outros não o façam.

Se já perdi a calma? Ui infelizmente sim mas foram poucas as vezes e em situações que atingiram um nível muito elevado de desrespeito pelo meu trabalho, tudo tem limites e a paciência por muito grande que seja também o tem.

Apesar de tudo gosto de deixar os clientes satisfeitos, aqueles clientes que têm um sorriso e um obrigado para oferecer, que reconhecem o nosso esforço e melhor ainda, que voltam à nossa casa e nos recomendam a amigos, isto compensa todas as más experiências 

Vou fazer uma versão portuguesa para o restaurante do meu pai 

(imagem tirada da net)

 

 

26
Jan17

Dia lindo para a ronha

Susana

O dia acordou chuvoso, frio e escuro...logo no dia em que tive que me levantar mais cedo yupi!!!

A vontade de fazer alguma coisa é mínima e o meu quarto puxa por mim como um íman, à tarde se tudo correr bem vou-me enfiar em casa e só volto para o restaurante à noite.

Vou ligar o aquecedor, enrolar-me nas mantas, na caneca de chá e ver se acabo o raio do livro que me está a impedir de ver os filmes que tenho em espera (o livro é muito bom e a maior parte de voçês já o conhece, depois falo dele).

Agora bora lá trabalhar.

 

 

14
Ago14

Carreira ou familia?

Susana

Tenho pena das empresas que ainda têm a mania que uma mulher de família não pode nem capacidade de progredir na carreira, tenho pena e dá-me vontade de lhes enfiar alguma coisa por aquele sítio a cima.

Mais raiva ainda me dá porque são todos "ah e tal o funcionário está sempre primeiro, ah e tal damos oportunidades e grandes incentivos" mas lá no meio do bonito slogan está dissimulado "DESDE QUE NÃO TENHAM FILHOS, ou família, ou vida pessoal" o grande desgosto destas tãaaaoooo bonitas empresas é ainda não ser possível ter apenas e só robots a trabalhar (um dia lá chegaremos e depois quero ver) por isso contratam o mais parecido que encontram, pessoas mecanizadas e programadas somente para verem trabalho e mais trabalho.

Depois o que acontece?somos atendidos por gente insensível, incapaz de nos olhar nos olhos ou dar uma palavra amigável, é tudo frio tipo fábrica bora lá que o que interessa são os números ao final do mês.

É triste porque tudo isto acontece na sombra, mas está lá, é algo silencioso que vai sufocando quem volta ao trabalho depois de uma licença de parto, quem numa manhã telefona a um chefe a dizer que o filho tem febre e tem de ir ao médico, tudo muito bem, está tudo previsto na lei mas existem outras maneiras de levar as pessoas ao limite, a faze-las sentir que ali não é o seu lugar, maneiras cobardes de dizer "se quiseres algo melhor tens que abdicar de quem mais amas ou então procura outra coisa".

Mas esperem ai, os anti-robots não desistem assim e se saírem é para lhes esfregar nas trombas que conseguem mais e melhor e que uma mulher realizada é aquela que tem uma vida além do emprego promoções e afins, que tem em casa uma família à espera e não apenas uma casa vazia sem sorrisos e abraços nem palavras de amor, é uma mulher inteligente, eficiente mas acima de tudo feliz.

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