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Má que jête?

Este mundo tá passado dos carretos ´moss!

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17
Set13

Quando falham comigo

Susana

A desilusão é uma coisa que me revolta profundamente e quando as pessoas que me desiludem são pessoas que amo a dor é maior e queima mais que fogo.

Durante anos não quis ver, ignorava as evidencias, estavam lá mesmo à minha frente e eu fingia que era mentira, enganei-me tanto e dói ainda mais pensar na realidade e a realidade é que duas pessoas da minha família que sempre adorei e admirei partiram o meu coração de forma muito dura.

Como aqui já disse a minha mãe morreu tinha eu 12 anos e a minha irmã 7, ficamos sozinhas com o nosso pai o grande homem que nos criou sozinho e o sozinho tem um significado profundo pois a única família que tínhamos perto (e temos) são dois tios avòs maternos, todas as pessoas à nossa volta diziam que a sorte do meu pai era ter os tios perto para nos ajudar, gostava que assim tivesse sido mas tenho que admitir que nunca foi isso que aconteceu.

Sempre os defendi, era criança e sim iamos lá dormir muitas vezes mas ficava por aí, nunca lhes pedimos nada, para nós era suficiente ir lá ara casa dormir e brincar todo o dia não sabendo a luta que o meu pai travava para sozinho fazer face a muitas dificuldades.

Lembro-me desde sempre de o meu pai estar longas temporadas sem falar com eles, nós (eu e a minha irmã) não percebíamos e fazíamos tudo para tudo ficasse bem, mas crescemos e o nosso olhar mudou, não me venham dizer para dar um desconto por serem pessoas de idade porque essa comigo já não pega, sabem muito bem o que fazem.

Por nós o meu pai desculpou muita coisa mas agora sei que está muito mas mesmo muito revoltado, mais uma vez deixaram de ir ao nosso restaurante apesar de lá passarem todos os dias e porquê? porque acham que são os outros que têm a obrigação de ir ter com eles, de os paparicar, só dão se receberem e mesmo assim é difícil, para eles os outros têm a obrigação de lhes dar atenção, atenção essa que o meu pai deu sempre que pediram preocupando-se com a saúde deles, acompanhando a consultas etc.. 

Não fazem ideia do que nós já passamos mas que graças a Deus temos ultrapassado sem a ajuda deles, um dia estava eu talvez no 7º ano disseram-me "sempre que passares o ano pagamos-te os livros", nunca chumbei, nunca me pagaram os livros mas também nunca lhes cobrei, mais uma vez desculpei, nunca quis o dinheiro deles mas queria que fosse diferente, eles podiam ter feito diferente tiveram possibilidades para o fazer mas a "casmurrice" não deixa.

Posso dizer que a minha sobrinha nasceu e nunca a foram ver, não conhecem a casa da minha irmã apesar dela os ter convidado imensas vezes, nem uma fralda ofereceram à menina porque pura e simplesmente na cabeça deles a minha irmã é que tinha a obrigação de lá ir mostra-la.

Dói muito pois tenho-os dentro de mim com muito amor mas não posso ignorar a realidade.

Apenas em desabafo num dia nublado cá dentro.

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